10/04/2020 / 2 anos atrás

Nutrientes essenciais para se proteger do coronavírus

Nutrientes essenciais para se proteger do coronavírus

Até 1º de março de 2020, existiam 88.339 casos relatados de novas infecções pelo coronavírus afetando 67 países e territórios, dos quais 79.828 se encontram na China. O worldometer.info fornece uma visão geral dos casos e mortes confirmados, e você pode verificar o site para obter as estatísticas mais recentes. Além disso, em 29 de fevereiro de 2020, houve uma morte relatada nos EUA, no estado de Washington.

Até 1º de março de 2020, das 3.001 mortes registradas, 2.870 ocorreram na China, predominantemente na província de Hubei, na cidade de Wuhan e nos arredores, que é considerada o marco zero do surto. O vírus foi inicialmente rotulado como 2019-nCOV antes de ser renomeado para COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde.

COVID-19: Uma arma biológica desenfreada?

De acordo com o especialista em armas biológicas Francis Boyle, que entrevistei recentemente sobre esse assunto, evidências sugerem que o COVID-19 é um coronavírus criado como armamento, originário de instalações de biossegurança de nível 4 (BSL-4, da sigla em inglês) na cidade de Wuhan. Esta é a primeira instalação de BSL-4 na China, e foi criada especificamente para pesquisar o coronavírus e o SARS.

Ele descreve o COVID-19 como uma quimera contendo materiais genéticos do SARS (um coronavírus já utilizado como armamento), HIV e Influenza (vírus da gripe), projetado com as chamadas propriedades de "ganho de função" que o permitem se disseminar por uma distância maior que o normal.

Ele pode viajar por cerca de 2 metros através do ar, e alguns relatos sugerem que o vírus também pode se espalhar a uma distância similar a partir de fezes humanas contaminadas. Outros sugerem que o COVID-19 possa estar relacionado à Prevotella, uma bactéria conhecida por causar infecções do trato respiratório, incluindo pneumonia, e que isso pode explicar alguns dos sintomas observados além da sua capacidade de se espalhar pelas fezes.

A hipótese do bacteriófago

Os bacteriófagos — vírus que infectam e se reproduzem dentro das bactérias, como um parasita — foram implicados "na progressão e manutenção de pelo menos algumas patologias, incluindo aquelas associadas ao enovelamento errado de proteínas", de acordo com um artigo de 2018, que observa ainda:

"Aqui, pela primeira vez, propomos o conceito de bacteriófagos como patógenos humanos. Sugerimos que os vírus bacterianos possuem maneiras diferentes de interagir direta e indiretamente com as células e proteínas eucarióticas, levando a doenças humanas."

Em um artigo de fevereiro de 2020, Sandeep Chakraborty, importante membro do departamento de bioinformática da UC Davis, observa que a Prevotella "está presente (algumas vezes em grandes quantidades) em pacientes de dois estudos na China e um em Hong Kong".

Ele prossegue, citando dados de sequenciamento de RNA de Wuhan, China, publicados em 25 de janeiro de 2020, mostrando "milhões de leituras de proteínas de Prevotella" em meio a alguns milhares de vírus COVID-19. No entanto, os pesquisadores não mencionam a Prevotella no artigo. A bactéria Prevotella também foi encontrada em seis pacientes da mesma família infectados com COVID-19 em Hong Kong.

Embora essa conexão careça de mais verificação e validação, ainda é uma descoberta interessante que pode ser significativa, se confirmada. Do ponto de vista do tratamento, isso pode indicar que os antibióticos podem ser úteis e, para prevenção, probióticos, prebióticos e/ou esporbióticos podem desempenhar um papel importante.

Ainda não sabemos muito sobre o COVID-19 e se ele, de fato, escapou da instalação BSL-4 da cidade de Wuhan. Eles não estão dando nenhum detalhe sobre isso que possa ajudar os profissionais de saúde a descobrir um plano de tratamento eficaz.

Embora um tratamento com vitamina C esteja sendo testado e a utilização de máscaras de uso médico seja o meio de prevenção adotado por muitas pessoas para evitar a infecção, tomar medidas para fortalecer seu sistema imunológico é provavelmente uma das estratégias de prevenção mais importantes. Falarei sobre várias dessas estratégias abaixo.

Tratamento com vitamina C para coronavírus sob investigação

Em 4 de fevereiro de 2020, pesquisadores do Hospital Zhongnan, na China, anunciaram que investigarão a eficácia da infusão de vitamina C no tratamento da pneumonia grave causada pela infecção por COVID-19.

Muitas das mortes associadas a essa pneumonia viral parecem ser ocasionadas por choque séptico, e estudos sugerem que infusões de altas doses de vitamina C podem melhorar os resultados em casos de septicemia e infecções respiratórias.

Os pesquisadores pretendem tratar os pacientes com 24 gramas de vitamina C intravenosa por dia, durante sete dias, a uma velocidade de 7 mililitros por hora. O grupo placebo receberá uma solução salina normal.

O desfecho primário será o número de dias sem apoio de oxigenação durante 28 dias de hospitalização. As medidas de desfecho secundário incluirão mortalidade, tempo de internação na UTI, taxa de RCP necessária, uso de vasopressores, função respiratória, falência de órgãos relacionados à septicemia e mais.

O protocolo de tratamento da septicemia do Dr. Marik pode ser uma boa opção

Só o tempo dirá qual será o resultado desse estudo do Hospital Zhongnan. É provável que a vitamina C traga algum benefício, mas o protocolo de tratamento da septicemia do Dr. Paul Marik pode ser uma opção ainda melhor.

Seu estudo clínico retrospectivo, com comparação de antes e depois, mostrou que a administração de 200 mg de tiamina a cada 12 horas, 1.500 mg de ácido ascórbico (vitamina C) a cada seis horas e 50 mg de hidrocortisona a cada seis horas, por dois dias, reduziu a mortalidade por septicemia de 40% para 8,5%.

Pesquisas mais recentes, publicadas on-line em 9 de janeiro de 2020, revelaram que o protocolo intravenosos do Dr. Marik contra a septicemia também reduziu a mortalidade em pacientes pediátricos. O estudo foi realizado no Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie, de Chicago, e conforme observado pelo Science Daily, os dados preliminares deste estudo "sustentam os resultados promissores observados em adultos".

Entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2019, 557 pacientes pediátricos com choque séptico preencheram os critérios de inclusão no estudo. Quarenta e três receberam o protocolo de vitamina C-B1-hidrocortisona de Marik, 181 receberam terapia apenas com hidrocortisona e 333 não receberam nenhum desses tratamentos. Os 43 pacientes submetidos ao tratamento com vitamina C foram comparados, com base no estado clínico, a 43 pacientes de controle não tratados e 43 pacientes tratados apenas com hidrocortisona.

No 30º dia, os grupos de controle e da hidrocortisona apresentaram uma taxa de mortalidade de 28%, enquanto o grupo de tratamento teve uma taxa de mortalidade de apenas 9%. Aos 90 dias, 35% dos pacientes de controle e 33% daqueles que receberam apenas hidrocortisona haviam morrido, em comparação com apenas 14% do grupo de tratamento.

Nutrientes essenciais para se proteger do coronavírus

Quanto à prevenção, a nutrição desempenha um papel fundamental, e vários nutrientes são conhecidos por suas propriedades fortalecedoras do sistema imunológico ou sua capacidade de proteger contra infecções virais. Conforme relatado em um comunicado de imprensa de 24 de fevereiro de 2020:

"Em um interessante artigo do Progress in Cardiovascular Diseases... Mark McCarty, da Catalytic Longevity Foundation, San Diego, CA, EUA, e James DiNicolantonio, PharmD, um cientista de pesquisas cardiovasculares do Instituto Americano do Coração de Saint Luke, Kansas City, MO, propõem que certos nutracêuticos podem ajudar a trazer algum alívio para pessoas infectadas com vírus de RNA encapsulados, como o influenza e o coronavírus...

Certos nutracêuticos podem ajudar a reduzir a inflamação nos pulmões causadas pelo RNA viral, enquanto outros também podem ajudar a aumentar a resposta do interferon tipo 1 a esses vírus, que é o principal mecanismo do corpo para criar anticorpos antivirais para combater infecções virais."

McCarty e DiNicolantonio listam vários nutrientes disponíveis na forma de suplemento que podem ser particularmente benéficos contra o COVID-19, incluindo os seguintes (abaixo). Para mais detalhes sobre cada um, consulte o artigo na íntegra, publicado no Progress in Cardiovascular Diseases:

N-acetilcisteína (NAC) — Incentiva a produção de glutationa, afina o muco, diminui as chances de infecção por influenza e reduz o risco de desenvolver bronquite grave

Extrato de sabugueiro — É conhecido por reduzir a duração da gripe em dois a quatro dias, bem como reduzir a sua gravidade

Espirulina — Reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais. Num teste em humanos, a espirulina reduziu significativamente a carga viral em pacientes infectados pelo HIV

Beta-glucano — Reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais

Glucosamina — Regula positivamente a proteína de sinalização antiviral mitocondrial (MAVS), reduz a gravidade da infecção por influenza e reduz a mortalidade por influenza em estudos com animais

Selênio "Dado que o selênio é um cofator essencial para certas peroxidases, e a deficiência de selênio tem sido endêmica em certas regiões da China e outras partes do mundo, garantir uma obtenção adequada de selênio também pode ser apropriado nesse contexto"

Zinco Auxilia na "função eficaz e proliferação de diversas células imunológicas", reduzindo em 27% a mortalidade em idosos

Ácido lipóico — Ajuda a aumentar a resposta do interferon tipo 1

Sulforafano Ajuda a aumentar a resposta do interferon tipo 1

Um estudo de 2005 no Journal of Infectious Diseases também descobriu que o resveratrol tem a capacidade de inibir a replicação do vírus influenza A, melhorando significativamente a sobrevida em camundongos infectados pelo vírus. Segundo os autores, o resveratrol "atua inibindo uma função celular, e não viral", o que sugere que "poderia ser um medicamento anti-influenza particularmente valioso".

Suggested Daily Dosages

As sugestões de dosagem diária provisória oferecidas por McCarty e DiNicolantonio para ajudar a controlar o vírus de RNA, incluindo infecção por influenza e coronavírus, são as seguintes:

Nutracêutico Dosagem diária

Ácido ferúlico

500 a 1.000 miligramas (mg)

Ácido lipóico

1.200 a 1.800 mg (em vez de ácido ferúlico)

Espirulina

15 gramas

NAC

1.200 a 1.800 mg

Selênio

50 a 100 microgramas (mcg)

Glucosamina

3.000 mg ou mais

Zinco

30 a 50 mg

Beta-glucana de levedura

250 a 500 mg

Extrato de sabugueiro

600 a 1.500 mg

A importância da otimização da vitamina D

A radiação ultravioleta-B solar e a vitamina D suplementar também demonstraram reduzir as taxas de fatalidade pandêmica, o que faz sentido ao considerarmos a importância da vitamina D no controle de infecções e na redução do risco de influenza e resfriado comum.

Conforme detalhado em "A vitamina D previne infecções", pesquisas mostram que a suplementação com doses elevadas de vitamina D reduz em 40% o risco de doenças respiratórias e infecções pulmonares em idosos. Como observado por um autor desse estudo, "a vitamina D pode melhorar a capacidade do sistema imunológico de combater infecções, porque reforça a primeira linha de defesa do sistema imunológico".

Uma pesquisa publicada em 2009 apontou que as taxas de mortalidade durante a pandemia de influenza de 1918-1919 foram influenciadas pela estação, com um número maior de pessoas morrendo durante o inverno do que no verão.

Como regra geral, procure avaliar o seu nível de vitamina D ao menos duas vezes por ano, no inverno e no verão, para garantir uma faixa saudável de 60 ng/mL a 80 ng/mL durante todo o ano. (Um corpo de pesquisa convincente sugere que um mínimo de 40 ng/mL é o ponto de corte para a suficiência).

Prebióticos, probióticos e esporobióticos podem ser úteis contra a Prevotella

Por último, mas não menos importante, se a hipótese da inclusão da bactéria Prevotella no COVID-19 se mostrar correta, prebióticos, probióticos e esporbióticos poderão ser muito úteis. Vários estudos demonstraram que os probióticos da variedade Bifidobacterium bifidum podem ajudar a reduzir a Prevotella, enquanto as variedades de Lactobacillus tendem a aumentá-la.

Esporobióticos podem ser particularmente benéficos. Como explicado em "Como os probióticos de esporos podem ajudar você", que apresenta uma entrevista com o Dr. Dietrich Klinghardt, os probióticos de esporos consistem na parede celular dos esporos de bacilos — a concha protetora em torno do DNA e o mecanismo de trabalho desse DNA — e não a bactéria viva inteira.

Foi demonstrado que os esporos de Bacillus aumentam drasticamente a tolerância imunológica, o que significa que podem ajudar a reparar os danos à barreira intestinal. E, como não estão "vivos", eles também não são afetados por antibióticos.

O bacilo modula de forma muito eficaz as citocinas — as citocinas anti-inflamatórias são reguladas positivamente, enquanto as citocinas inflamatórias são reguladas negativamente, restabelecendo o equilíbrio entre as duas.

Uma pesquisa também mostrou que os esporobióticos aumentam drasticamente a reprodução de acidófilos, bífidos e outros micróbios no intestino por meio das mensagens eletromagnéticas que eles enviam. Este fenômeno é completamente único. Quando você toma um probiótico comum, eles cuidam apenas de si mesmos, principalmente. Os esporos de Bacillus, por outro lado, na verdade aumentam muitos dos outros microrganismos benéficos.

Os esporos de Bacillus também criam 24 substâncias diferentes com fortes propriedades antimicrobianas. No entanto, eles não matam indiscriminadamente como os antibióticos. Eles suprimem especificamente patógenos, o que traz uma contribuição valiosa para o todo.

À medida que o COVID-19 continua causando problemas, tomar medidas para fortalecer seu sistema imunológico pode ser uma estratégia inteligente, visto que um sistema imunológico forte é sua principal defesa contra todos os tipos de infecções, sejam elas virais ou bacterianas, e os nutracêuticos discutidos neste artigo podem ajudá-lo nesse sentido.

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